REDUÇÃO DO ESTÔMAGO POR ENDOSCOPIA – GASTROPLASTIA ENDOSCÓPICA

OVERSTITCH - SUTURA GÁSTRICA ENDOSCÓPICA - GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA

Essa nova técnica, que chega ao Brasil em 2017, já foi realizada em mais de 6000 pessoas ao redor do mundo, com bons resultados ao que se propõe, apresentando baixos índices de complicações, nenhum óbito diretamente ocasionado pela técnica e relatado até o momento.  De simples prática, já que não é cirúrgica, com alta no mesmo dia e recuperação rápida (2 a 3 dias).  Em mãos hábeis de um endoscopista treinado, pode ser executado em curto tempo (média de 60 minutos).

O QUE É O OVERSTITCH?

overstitch_1 OVERSTITCH - do termo inglês Overstitch literalmente significa uma "costura sobre.." e é o nome dado ao dispositivo que, após acoplado ao aparelho de endoscopia, permite realizar algo inédito na especialidade da endoscopia digestiva: a sutura endoscópica. Portanto, OVERSTITCH© se traduz em SUTURA ENDOSCÓPICA. Sendo assim, pode ser usada para qualquer finalidade médica onde se deseje aproximar tecidos por endoscopia, sem a necessidade de uma cirurgia.

Portanto, no que tange ao tratamento conservador da obesidade, o OVERSTITCH© - SUTURA GÁSTRICA ENDOSCÓPICA – terá 3 grandes finalidades:

  1. Redução da capacidade do estômago por endoscopia (Gastroplastia Redutora Endoscópica Primária- GREP)
  2. Revisão e correção de cirurgias bariátricas realizadas (Gastroplastia Redutora Endoscópica Secundária - GRES)
  3. Tratamento de complicações de cirurgias bariátricas: precoces (fístulas) e tardias (alargamento da anastomose realizada com reganho de peso)

Vamos apresentar um-a-um:

GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA PRIMÁRIA (GREP) - REDUÇÃO DA CAPACIDADE DO ESTÔMAGO POR ENDOSCOPIA.

O OVERSTITCH© ou Gastroplastia Redutora Endoscópica chega como mais uma arma no arsenal médico terapêutico contra a obesidade, antes composto basicamente por medicamentos, balão gástrico e cirurgias bariátricas. Com ele é possível realizar a GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA PRIMÁRIA, com redução da câmara gástrica por uma sutura endoscópica interna, sem necessidade de cirurgias ou incisões externas, usando apenas um orifício natural – a boca.

Veja o vídeo representativo – ligue o áudio (em português):

GREP - GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA PRIMÁRIA

overstitch_2A ideia é simples: reduzir o volume que o paciente consegue comer, costurando o estômago por dentro, por sutura endoscópica, reduzindo sua capacidade em torno de 80%, deixando-o no formato de uma banana). Como o paciente ainda não se submeteu a nenhuma cirurgia, chamamos essa redução de gastroplastia redutora endoscópica primária.

VANTAGENS PRINCIPAIS DESSE MÉTODO:

  • Menos invasivo e sem incisões cirúrgicas
  • Procedimento rápido (40 a 60 minutos em média)
  • Alta hospitalar no mesmo dia (menor custo social)
  • Menor risco de complicações durante e após o procedimento
  • Índice de perda em torno de 20 - 30% do peso corporal
  • Baixo índice de complicações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESVANTAGENS PRINCIPAIS DESSE MÉTODO:

  • Não é coberto por convênios
  • Potencial afrouxamento da sutura nas primeiras semanas por alimentação inadequada ou esforço de vômito
  • Não é tão restritiva quanto à cirurgia bariátrica Sleeve e menos efetiva

INDICAÇÕES:

  • Pacientes com IMC de 30 a 40 com falência do tratamento clínico conservador
  • Pacientes com IMC acima de 40 que não possuem condições de cirurgia bariátrica ou que não à desejam.
  • Pacientes que já tentaram e falharam no tratamento clinico com medicamentos
  • Pacientes que já falharam em perder peso apenas com dieta e exercícios físicos
  • Pacientes que falharam no tratamento com balões gástricos
  • Pacientes que querem um tratamento mais efetivo na sustentação do peso perdido a longo prazo do que balão gástrico

SOU CANDIDATO AO PROCEDIMENTO DE REDUÇÃO DO ESTÔMAGO POR ENDOSCOPIA?

O procedimento de SUTURA GÁSTRICA ENDOSCÓPICA é um procedimento endoscópico que se propõe a reduzir a capacidade da câmara gástrica, e está bem indicado para pacientes com IMC entre 30 e 40 (calcule seu IMC em nosso site), no entanto, qualquer pessoa com sobrepeso ou com qualquer grau de obesidade pode realiza-lo, se não houver outras contraindicações clínicas. Está bem indicado também para pacientes que tiveram falha no tratamento clínico ou que já tentaram outros métodos, como o balão gástrico, sem sucesso e/ou com reganho de peso. O índice de perda média nos estudos iniciais realizados nos mais de 6000 pacientes que já realizaram o procedimento é de 20 a 30% do peso total da pessoa, ou em torno de 50% do excesso de peso no primeiro ano.

RESULTADOS PRE-LIMINARES SEGUNDOS OS ESTUDOS CLÍNICOS:

  1. PERDA DE 20 A 30% DO PESO TOTAL DA PESSOA SUSTENTADA POR 2 A 3 ANOS 
  2. PERDA DE 20- 30% DO EXCESSO DE PESO NO PRIMEIRO TRIMESTRE
  3. PERDA DE 50 -60% DO EXCESSO DE PESO NO PRIMEIRO ANO
  4. MELHORA DOS ÍNDICES GLICÊMICOS EM DIABÉTICOS, DOS NÍVEIS DA P. ARTERIAL NOS HIPERTENSOS E REDUÇÃO DA APNÉIA DO SONO. 

ASPECTO RADIOGRÁFICO DO TAMANHO DO ESTÔMAGO APÓS A GREP

 

COMO É O PROCEDIMENTO?

Após a minuciosa seleção do paciente, com exames pré-operatórios, avaliações adequadas e exame endoscópico prévio, pode-se agendar o procedimento. O paciente passará algumas horas no local. O procedimento demora em média 60 minutos e é realizado por endoscopia, sem qualquer incisão externa. Após o procedimento, os efeitos colaterais normalmente são raros e quando existem, normalmente, não duram mais que 24 horas. Os mais comuns são dor abdominal, náuseas, vômitos e excesso de gases, dor na garganta e na língua pela introdução do aparelho. Por isso é necessário o uso de medicações preventivas para um bom pós-operatório. Retorno a vida normal após 48 horas do procedimento. O paciente, no entanto, deverá seguir uma dieta específica durante um período de tempo e que será orientada por nossa equipe, além de tomar os medicamentos prescritos.

PÓS PROCEDIMENTO

Assim como todo tratamento de obesidade, o paciente deve ter um acompanhamento multidisciplinar obrigatório, com nutricionista da nossa equipe, visitas regulares por pelo menos 6 meses com o médico que realizou o procedimento, prováveis exames endoscópicos durante esse tempo e assim que possível realizar também atividades físicas, além do que, se necessário, acompanhamento psicológico.

  1. DIETA LÍQUIDA-CREMOSA POR PELO MENOS 6 SEMANAS
  2. ACOMPANHAMENTO MENSAL COM NUTRICIONISTA
  3. PROIBIDO LEVANTAMENTO DE PESO ATÉ 6 SEMANAS
  4. RETORNO AS ATIVIDADES SOCIAIS E LABORAIS COM 3 A 4 DIAS.

 

GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA SECUNDÁRIA (GRES)

REVISÃO E CORREÇÃO DE CIRURGIAS BARIÁTRICAS REALIZADAS

Com o mesmo propósito da GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA, como terapia primária da obesidade, o OVERSTITCH© também pode ser usado para corrigir cirurgias bariátricas realizadas, atuando como terapia secundária – GASTROPLASTIA REDUTORA ENDOSCÓPICA SECUNDÁRIA. Nesse sentido, a câmara gástrica pode ser reduzida depois que já foi reduzida por uma cirurgia bariátrica. Portanto, pode ser praticada em qualquer cirurgia: Sleeve, Scopinaro, Duodenal-Switch, Santoro etc. Para aqueles que realizaram By-Pass/Capella é necessário uma avaliação minuciosa para saber se o pouch (estômago remanescente) permite ainda algum tipo de sutura.

É especialmente indicado para aqueles que estão reganhando peso e/ou não perderam o suficiente após algum tempo da cirurgia primária realizada.

Veja o vídeo demonstrativo:

REVISÃO DE SLEEVE - GRES - Para correção de cirurgia bariátrica (Sleeve) prévia

É importante entender que nem sempre o reganho ou parada de perda de peso tem relação com a cirurgia realizada. Portanto é necessário a correção de todos os outros fatores que possam estar contribuindo com esse reganho ou parada de perda, tais como fatores comportamentais alimentares, doenças metabólicas, uso de medicamentos, entre outros. Se eles não forem corrigidos, o resultado pode ser muito prejudicado.

overstitch_3TRATAMENTO DE COMPLICAÇÕES DE CIRURGIAS BARIÁTRICAS

PRECOCES: FÍSTULAS

A formação de fístulas (comunicação espontânea e indevida entre um órgão e outro após a realização de uma cirurgia) é uma das mais frequentes complicações da cirurgia bariátrica. De difícil tratamento, normalmente carece de uma nova cirurgia ou introdução de próteses para sua correção. Agora, com o advento do OVERSTITCH©, surge uma nova possibilidade terapêutica, com a tentativa de se fechar a fístula com uma simples sutura local da mesma.

TARDIAS: REGANHO DE PESO DEVIDO ALARGAMENTO DA ANASTOMOSE CIRÚRGICA

Reganho de peso após cirurgias bariátricas devido ao alargamento da anastomose cirúrgica é um problema que, até o momento, tem poucas soluções efetivas disponíveis, até agora representada pela APLICAÇÃO DE PLASMA DE ARGÔNIO, no qual nossa clinica também realiza. Agora com o OVERSTITCH© temos mais uma possibilidade de solução para esse assunto tão frustrante.

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Quando a sua cirurgia bariátrica foi realizada, normalmente o cirurgião buscava um efeito restritivo com a redução do estômago e a desabsorção com a redução do tamanho do intestino. No entanto, pode ocorrer com o passar do tempo e até mesmo da passagem dos alimentos, uma dilatação da anastomose, ou seja, da emenda cirúrgica do estômago com o intestino. Estudos mostram que o diâmetro da anastomose não tem influência no sucesso da cirurgia, ou seja, na perda de peso intentada. No entanto, influi grandemente no reganho de peso, onde quase sempre coopera.

Isso permite que o efeito restritivo da cirurgia seja perdido, permitindo também menos saciedade ao paciente. Consequentemente pode haver reganho de peso. O OVERSTITCH© pode realizar o fechamento novamente dessa anastomose, como demonstra o vídeo abaixo:

CORREÇÃO DE ALARGAMENTO DE ANASTOMOSE PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA BYPASS

É importante entender que nem sempre o reganho ou parada de perda de peso tem relação com a cirurgia realizada. Portanto é necessário a correção de todos os outros fatores que possam estar contribuindo com esse reganho ou parada de perda, tais como fatores comportamentais alimentares, doenças metabólicas, uso de medicamentos, entre outros. Se eles não forem corrigidos, o resultado pode ser muito prejudicado.

A obesidade é uma doença crônica, incurável, que gera outras doenças e que favorece a morte precoce. No entanto, possui tratamento e controle.

AVISO IMPORTANTE: A SUTURA ENDOSÓPICA NÃO É UMA CIRURGIA BARIÁTRICA

Amplamente veiculada na mídia a tal GASTROPLASTIA ENDOSCÓPICA, que se propõe a reduzir o estômago, não concorre com qualquer cirurgia bariátrica, especialmente com a gastrectomia vertical (SLEEVE), seja nos resultados, seja nos riscos, seja na escolha do paciente, seja no propósito dela ou seja no método executado. São métodos muito diferentes.

Não pode ser ofertada como algo que venha substituir o método cirúrgico, muito mais radical e eficaz na redução do que jamais a gastroplastia endoscópica poderá ser. A técnica que chega ao Brasil não é uma cirurgia bariátrica por endoscopia, termo que deve ser evitado por qualquer médico endoscopista, ainda que também seja um cirurgião bariátrico que tenha dupla especialidade.

A gastroplastia endoscópica há que ser melhor chamada de sutura endoscópica, que de fato é o que é, e não se comparar à uma cirurgia restritiva como a gastrectomia vertical. Uma sutura endoscópica terá varias aplicações na especialidade da endoscopia, inclusive reduzir o volume gástrico através da aproximação de suas paredes, o que é bem diferente do propósito da cirurgia, que realmente remove o estômago de forma controlada pelo cirurgião e que altera definitivamente toda a fisiologia gástrica.

Como método endoscópico deve antes se recolher à essa significância: a um método endoscópico. Sendo assim, talvez teria uma comparação muito melhor a outro método endoscópico, como o balão intragástrico, onde os resultados e riscos são muito mais similares do que aqueles que a cirurgia oferece.

Embora os colegas médicos que estão desenvolvendo essa técnica têm feito esforços, quando dão entrevistas jornalísticas, em não comparar a técnica à uma cirurgia, é inevitável a comparação por aqueles jornalistas com a cirurgia bariátrica e a divulgam de uma forma equivocada.

Mas acreditamos que logo a técnica se sedimente entre endoscopistas e cirurgiões bariátricos como algo que realmente é: apenas mais uma arma, entre o balão e a cirurgia, na luta contra a obesidade, não concorrendo nem com aquele e nem com aquela técnica.

A obesidade é uma doença complexa, crônica, incurável, progressiva, fatal e com custo biopsicossocial importante. Lembramos que apenas 2% da população dos obesos conseguem realizar a cirurgia bariátrica. Então existe muita gente a ser ajudada, com todos os métodos disponíveis no mercado, não somente com a gastroplastia endoscópica.